Variação Linguística no ENEM: tipos, exemplos e preconceito linguístico

A variação linguística no ENEM é estudada a partir das diferentes maneiras de utilizar a língua em situações sociais concretas. Regionalismos, marcas de oralidade, gírias, mudanças históricas, registros profissionais e diferenças entre contextos formais e informais podem aparecer em poemas, propagandas, músicas, crônicas, tirinhas e outros gêneros.

Mais do que memorizar classificações, o candidato precisa compreender que a língua portuguesa não é utilizada da mesma maneira por todos os falantes. As escolhas linguísticas variam conforme a região, o grupo social, a época, a idade, a profissão, o interlocutor e a finalidade da comunicação.

Neste guia do Mestre Kira, você aprenderá o que é variação linguística, conhecerá seus principais tipos, entenderá a diferença entre variação, norma-padrão e inadequação comunicativa e descobrirá como o assunto é cobrado nas questões de Linguagens.

Variação linguística no ENEM com tipos, exemplos e questões

O que é variação linguística?

Variação linguística é o fenômeno pelo qual uma língua apresenta diferentes formas de uso. Essas diferenças podem ocorrer na pronúncia, no vocabulário, na construção das frases, nos significados e no grau de formalidade.

A língua não é uma estrutura completamente uniforme. Ela acompanha a diversidade dos falantes e as transformações da sociedade. Por isso, uma mesma ideia pode ser expressa de diferentes maneiras:

  • “Nós iremos à escola amanhã.”
  • “A gente vai para a escola amanhã.”
  • “A gente vai pra escola amanhã.”

As três construções comunicam uma informação semelhante, mas apresentam diferenças de registro, estrutura e grau de formalidade. A escolha entre elas depende da situação comunicativa.

Ideia essencial: as línguas variam porque são utilizadas por pessoas que vivem em regiões, épocas, grupos e situações diferentes.

Por que a língua portuguesa apresenta variações?

As variações surgem porque os falantes não possuem experiências sociais e culturais idênticas. Além disso, cada situação exige escolhas linguísticas específicas.

Entre os fatores que influenciam a linguagem estão:

  • localização geográfica;
  • idade;
  • grupo social;
  • escolaridade;
  • profissão;
  • época histórica;
  • grau de intimidade entre os interlocutores;
  • finalidade comunicativa;
  • modalidade oral ou escrita;
  • meio de circulação da mensagem.

Uma mesma pessoa também modifica sua linguagem. O estudante pode conversar informalmente com os amigos, escrever uma mensagem abreviada no celular e, em outro momento, utilizar uma linguagem formal para produzir a redação do ENEM.

Como a variação linguística é cobrada no ENEM?

A Matriz de Referência de Linguagens prevê habilidades relacionadas à identificação de marcas linguísticas, à associação entre variedades e situações sociais e ao reconhecimento dos usos da norma-padrão.

As questões podem exigir que o candidato:

  • identifique uma variedade regional;
  • reconheça marcas de oralidade;
  • relacione a linguagem ao grupo social representado;
  • analise a adequação de um registro ao contexto;
  • compreenda mudanças históricas da língua;
  • reconheça a função de uma gíria ou expressão popular;
  • interprete a linguagem utilizada para construir uma personagem;
  • identifique uma situação de preconceito linguístico;
  • analise a aproximação entre um texto e seu público-alvo;
  • compreenda os usos sociais da norma-padrão.

No ENEM, a questão normalmente não pergunta apenas “qual é o tipo de variação?”. É comum que solicite a função daquela escolha linguística dentro do texto.

Principais tipos de variação linguística

1. Variação regional ou diatópica

A variação regional ocorre em função da localização geográfica dos falantes. Diferentes regiões podem apresentar vocabulários, pronúncias, expressões e construções próprias.

Veja alguns exemplos:

  • macaxeira, mandioca e aipim;
  • jerimum e abóbora;
  • menino, garoto, guri e piá;
  • oxente, uai e bah;
  • mexerica, tangerina e bergamota.

Essas diferenças não significam que uma região utiliza a língua corretamente e outra incorretamente. Elas revelam a diversidade cultural e histórica do país.

Como pode aparecer no ENEM?

O exame pode apresentar um poema, uma canção, uma narrativa ou uma conversa que contenha regionalismos. A questão pode perguntar como essas escolhas:

  • identificam o espaço representado;
  • valorizam uma cultura regional;
  • constroem a identidade do falante;
  • aproximam o texto da oralidade;
  • preservam expressões de determinada comunidade.

2. Variação social ou diastrática

A variação social está relacionada aos grupos que compõem a sociedade. Fatores como idade, profissão, escolaridade, convivência cultural e pertencimento a determinadas comunidades influenciam os usos da língua.

São exemplos:

  • gírias utilizadas por jovens;
  • vocabulário próprio de médicos, professores, advogados ou profissionais de tecnologia;
  • expressões utilizadas por grupos esportivos ou culturais;
  • formas linguísticas associadas a diferentes comunidades de fala;
  • maneiras de falar relacionadas a determinadas gerações.

Um profissional da área jurídica pode utilizar expressões como “impetrar recurso” e “deferir o pedido”. Um profissional de tecnologia pode empregar termos como “servidor”, “interface” e “banco de dados” com sentidos específicos de sua área.

A linguagem profissional facilita a comunicação entre integrantes de uma área, mas pode precisar ser adaptada quando o texto se dirige ao público geral.

3. Variação histórica ou diacrônica

A variação histórica corresponde às transformações que a língua sofre ao longo do tempo. Palavras desaparecem, surgem novas expressões, formas de tratamento são modificadas e alguns termos adquirem outros significados.

Exemplos:

  • “vossa mercê” transformou-se em “você”;
  • “vosmecê” deixou de ser uma forma comum de tratamento;
  • “botica” foi substituída, em muitos contextos, por “farmácia”;
  • palavras ligadas às tecnologias digitais passaram a integrar o cotidiano;
  • expressões anteriormente frequentes podem parecer antigas ao leitor contemporâneo.

Textos literários, cartas antigas, documentos históricos e anúncios de outras épocas ajudam a perceber essas mudanças.

Como pode aparecer no ENEM?

A prova pode comparar textos produzidos em épocas diferentes e solicitar que o candidato identifique:

  • mudanças no vocabulário;
  • transformações nas formas de tratamento;
  • alterações ortográficas;
  • diferenças na maneira de representar determinados grupos;
  • modificações provocadas por mudanças sociais e tecnológicas.

4. Variação situacional ou diafásica

A variação situacional ocorre quando o falante adapta sua linguagem ao contexto de comunicação. O grau de formalidade depende do interlocutor, da finalidade, do gênero textual e do ambiente.

Compare:

Situação formal: “Solicito informações sobre o resultado do processo seletivo.”

Situação informal: “Você sabe quando sai o resultado?”

As frases procuram obter uma informação semelhante, mas são adequadas a situações diferentes.

A capacidade de adaptar a linguagem ao contexto é chamada de competência comunicativa. Um falante competente não utiliza sempre o registro mais formal; ele reconhece qual linguagem é apropriada para cada situação.

5. Variação entre oralidade e escrita

A fala e a escrita possuem características próprias. Na oralidade, os interlocutores podem utilizar entonação, gestos, pausas, repetições e correções imediatas. Na escrita, é necessário organizar muitas dessas informações por meio de palavras, pontuação e estrutura textual.

Na fala espontânea, são comuns:

  • interrupções;
  • repetições;
  • hesitações;
  • reduções como “tá”, “pra” e “cê”;
  • marcadores como “né”, “então” e “tipo”;
  • frases que dependem do contexto imediato.

Isso não significa que a fala seja desorganizada. Ela apresenta regras e recursos adequados à interação oral.

6. Variação individual ou idioleto

Cada pessoa desenvolve determinadas preferências de vocabulário, pronúncia, entonação e organização das frases. Esse conjunto de características individuais recebe o nome de idioleto.

Na literatura, essas marcas podem ajudar a diferenciar personagens e construir vozes narrativas específicas.

Norma-padrão, norma culta e variedades linguísticas

Esses conceitos não devem ser tratados como sinônimos absolutos.

Norma-padrão

A norma-padrão corresponde a um modelo de referência utilizado no ensino, em documentos, em avaliações e em situações formais de escrita. Ela procura estabelecer certa uniformidade para contextos que exigem comunicação pública e institucional.

Norma culta

A norma culta corresponde aos usos linguísticos efetivamente realizados por falantes escolarizados em situações mais monitoradas. Como é um uso real, também pode apresentar variações.

Variedades populares

São formas de uso associadas a diferentes comunidades e grupos sociais. Elas apresentam regularidades e permitem a comunicação entre seus falantes, embora nem sempre coincidam com as prescrições da norma-padrão.

Reconhecer a legitimidade das variedades linguísticas não elimina a importância de aprender a norma-padrão. O objetivo é ampliar os recursos do estudante para que ele possa utilizar a linguagem adequada em diferentes situações.

Variação linguística significa que qualquer forma serve em qualquer situação?

Não. Compreender a variação linguística não significa afirmar que todas as formas são igualmente adequadas em qualquer contexto.

Uma abreviação como “vc” pode funcionar em uma conversa informal, mas não é adequada para uma redação do ENEM. Uma expressão técnica pode ser eficiente entre especialistas, mas dificultar a compreensão de um público não especializado.

A análise deve considerar:

  • quem está falando ou escrevendo;
  • quem receberá a mensagem;
  • qual é a finalidade;
  • qual é o gênero textual;
  • onde o texto circulará;
  • qual grau de formalidade é esperado.

Portanto, é necessário distinguir diferença linguística de inadequação ao contexto.

Variação linguística e redação do ENEM

Nas questões objetivas, o candidato deve reconhecer e respeitar as variedades da língua. Na redação, entretanto, a Competência 1 avalia o domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa.

Isso significa que regionalismos, gírias e marcas de oralidade podem ser analisados nas questões de Linguagens, mas devem ser utilizados com muito cuidado na redação.

Na produção dissertativo-argumentativa, o estudante deve priorizar:

  • linguagem formal;
  • clareza e precisão;
  • concordância adequada;
  • pontuação correta;
  • vocabulário compatível com o gênero;
  • ausência de abreviações informais;
  • organização sintática dos períodos.

O ENEM pode valorizar a diversidade linguística nas questões e, ao mesmo tempo, exigir a modalidade escrita formal na redação. Não existe contradição: são situações comunicativas diferentes.

O que é preconceito linguístico?

Preconceito linguístico é a discriminação dirigida a pessoas ou grupos por causa de sua maneira de falar. Frequentemente, uma variedade de menor prestígio social é julgada como sinal de falta de inteligência ou incapacidade.

Esse julgamento é problemático porque:

  • confunde diferença linguística com deficiência intelectual;
  • ignora as regras existentes nas variedades populares;
  • desvaloriza identidades regionais e culturais;
  • transforma desigualdades sociais em julgamentos sobre a língua;
  • utiliza a norma-padrão como instrumento de exclusão.

Corrigir uma produção escolar com finalidade pedagógica não é necessariamente preconceito. O preconceito ocorre quando a forma de falar é utilizada para humilhar, inferiorizar ou excluir o falante.

Exemplo de preconceito linguístico

Considere a afirmação:

“Quem fala ‘nós vai’ não sabe pensar.”

A afirmação associa uma característica linguística a uma suposta incapacidade intelectual. Esse julgamento desconsidera que a construção está relacionada a uma variedade social e que o falante pode dominar diferentes conhecimentos e habilidades.

Uma abordagem educacional adequada ensina a norma-padrão sem desvalorizar a identidade linguística do estudante.

Variação linguística na literatura

Escritores podem utilizar regionalismos, gírias, marcas de oralidade e construções populares para representar personagens, ambientes e grupos sociais.

Esses recursos ajudam a:

  • construir personagens verossímeis;
  • representar identidades regionais;
  • reproduzir modos de falar de uma época;
  • aproximar a escrita da oralidade;
  • preservar memórias culturais;
  • produzir humor, crítica ou denúncia social;
  • diferenciar as vozes das personagens.

Quando um escritor representa uma fala popular, essa escolha não deve ser automaticamente interpretada como desconhecimento gramatical. Muitas vezes, trata-se de um recurso consciente de construção literária.

Para conhecer exemplos aplicados às obras literárias, consulte: variações linguísticas em Infância e Meu Livro de Cordel .

Variação linguística em propagandas e campanhas

Anúncios e campanhas podem utilizar gírias, regionalismos ou linguagem informal para aproximar a mensagem do público-alvo.

Uma campanha destinada aos jovens pode empregar expressões comuns nas redes sociais. Uma propaganda regional pode utilizar vocabulário local para criar identificação com os consumidores.

Nessas questões, procure identificar:

  • quem é o público-alvo;
  • qual variedade foi utilizada;
  • como a linguagem aproxima o texto do público;
  • qual comportamento a mensagem pretende estimular;
  • que identidade social ou regional é construída.

Variação linguística nos gêneros digitais

Mensagens instantâneas, comentários, memes e postagens apresentam recursos próprios dos ambientes digitais.

São exemplos:

  • abreviações;
  • emojis;
  • hashtags;
  • repetição de letras para indicar intensidade;
  • uso expressivo de letras maiúsculas;
  • combinação entre palavras, imagens e vídeos;
  • criação rápida de novas expressões.

Esses recursos podem ser adequados ao ambiente digital e inadequados em documentos formais. Novamente, a análise depende do contexto.

Para compreender melhor a relação entre texto, imagem e suporte, leia: gêneros textuais no ENEM .

Como resolver questões de variação linguística no ENEM

1. Identifique quem fala

Observe a idade, a profissão, a região, o grupo social e outras informações sobre o enunciador ou a personagem.

2. Observe a situação comunicativa

Verifique se o texto corresponde a uma conversa, entrevista, propaganda, poema, carta, postagem ou documento oficial.

3. Localize as marcas linguísticas

Destaque regionalismos, gírias, abreviações, termos profissionais, marcas de oralidade e construções que se afastam da norma-padrão.

4. Relacione forma e função

Pergunte por que aquela variedade foi utilizada. Ela caracteriza uma personagem? Aproxima a mensagem do público? Representa uma região? Produz humor? Registra uma época?

5. Evite julgamentos preconceituosos

Não escolha alternativas que associem automaticamente uma variedade popular à falta de inteligência, cultura ou capacidade de comunicação.

6. Considere a adequação

Uma forma pode ser legítima dentro de uma comunidade e, ao mesmo tempo, inadequada para determinada situação formal. Analise sempre o contexto.

Armadilhas frequentes nas alternativas

  • afirmar que apenas a norma-padrão é uma forma legítima de língua;
  • considerar todo regionalismo um erro gramatical;
  • confundir linguagem informal com ausência de regras;
  • afirmar que o domínio da norma-padrão elimina outras variedades;
  • ignorar o público e a finalidade do texto;
  • confundir variação histórica com variação regional;
  • associar a fala popular à incapacidade intelectual;
  • afirmar que qualquer forma é adequada a qualquer situação;
  • desconsiderar a função estética da oralidade na literatura;
  • analisar uma expressão isoladamente, sem observar o gênero textual.

Exemplo de questão comentada

Leia a situação:

Durante uma conversa entre amigos, um jovem afirma: “A gente se encontra mais tarde, beleza?”. Em uma solicitação enviada à direção da escola, o mesmo jovem escreve: “Solicito a revisão do resultado divulgado.”

A diferença entre as formas de expressão utilizadas demonstra:

  • A) incapacidade de manter uma variedade linguística;
  • B) desconhecimento das regras da língua portuguesa;
  • C) mudança histórica ocorrida no vocabulário;
  • D) adequação da linguagem às diferentes situações comunicativas;
  • E) utilização de regionalismos em um documento formal.

Resposta correta: alternativa D.

O falante modifica o registro conforme o interlocutor, a finalidade e o gênero. Na conversa, utiliza uma linguagem informal. Na solicitação, emprega uma construção mais formal. Essa adaptação demonstra competência comunicativa.

Como estudar variação linguística para o ENEM

  1. Estude os principais tipos: regional, social, histórica e situacional.
  2. Analise textos reais: observe músicas, propagandas, crônicas, entrevistas, tirinhas e postagens.
  3. Relacione linguagem e contexto: identifique falante, público, finalidade e suporte.
  4. Compare registros: transforme uma mensagem informal em um comunicado formal e observe as mudanças.
  5. Resolva provas anteriores: analise especialmente as alternativas que apresentam julgamentos preconceituosos.
  6. Estude a norma-padrão: amplie seus recursos para utilizá-la quando a situação exigir.

Resumo sobre variação linguística no ENEM

  • A língua varia conforme região, grupo social, época e situação.
  • Variação regional relaciona-se ao espaço geográfico.
  • Variação social relaciona-se aos diferentes grupos.
  • Variação histórica mostra as mudanças da língua ao longo do tempo.
  • Variação situacional corresponde à adaptação da linguagem ao contexto.
  • Oralidade e escrita possuem características próprias.
  • A norma-padrão é necessária em determinados contextos formais.
  • Reconhecer a variação não significa que toda forma seja adequada a qualquer situação.
  • Preconceito linguístico ocorre quando a fala é utilizada para inferiorizar pessoas.
  • Na literatura, a variação pode construir personagens e identidades culturais.
  • Nas propagandas, a variedade pode aproximar a mensagem do público.
  • Na redação do ENEM, deve-se utilizar a modalidade escrita formal.

Quiz — Variação Linguística no ENEM

Questões de interpretação — nível ENEM

Questão 1 — Considere as palavras:

“macaxeira”, “mandioca” e “aipim”

O uso dessas formas para nomear o mesmo alimento evidencia:






Questão 2 — Observe a sequência:

“vossa mercê” → “vosmecê” → “você”

A sequência exemplifica:






Questão 3 — Uma estudante envia a uma amiga a mensagem “Oi! Vc vai na aula hj?”. Ao solicitar um documento à escola, escreve “Solicito a emissão da declaração de matrícula”.

A diferença entre os registros demonstra:






Questão 4 — Em um conto, uma personagem utiliza regionalismos e marcas da fala cotidiana de sua comunidade.

Nesse contexto, a escolha linguística pode contribuir para:






Questão 5 — Uma campanha direcionada aos jovens utiliza gírias, emojis e uma frase comum nas redes sociais.

Essa escolha tem como principal finalidade:






Questão 6 — Leia a afirmação:

“Quem fala ‘nós vai’ não possui capacidade para aprender.”

Essa afirmação constitui preconceito linguístico porque:






Questão 7 — Sobre o uso da linguagem na redação do ENEM, é correto afirmar que:






Questão 8 — A abreviação “vc”:






Questão 9 — Em algumas regiões brasileiras, construções como “tu vai” são frequentes na comunicação cotidiana.

Uma análise sociolinguística adequada deve:






Questão 10 — Compare as situações:

Texto I: diálogo de uma personagem marcado pela oralidade.

Texto II: comunicado oficial escrito segundo a norma-padrão.

A diferença entre os textos demonstra que:






Perguntas frequentes

O que é variação linguística?

É o fenômeno pelo qual uma língua apresenta diferentes formas de uso conforme fatores regionais, sociais, históricos e situacionais.

Quais são os principais tipos de variação linguística?

Os principais tipos são variação regional, social, histórica e situacional. Também podem ser analisadas as diferenças entre oralidade e escrita e as características individuais dos falantes.

Como a variação linguística aparece no ENEM?

Ela aparece em poemas, músicas, propagandas, crônicas, tirinhas, textos literários e gêneros digitais. As questões podem abordar regionalismos, oralidade, adequação comunicativa e preconceito linguístico.

Variação linguística é erro?

A variação é um fenômeno natural das línguas. Entretanto, uma forma pode ser inadequada a determinada situação comunicativa. Por isso, é necessário diferenciar variação de inadequação ao contexto.

O que é preconceito linguístico?

É a discriminação de pessoas ou grupos por causa de sua forma de falar, geralmente pela associação indevida entre uma variedade linguística e falta de inteligência ou cultura.

A norma-padrão é importante?

Sim. Ela é necessária em diversos contextos formais, acadêmicos e institucionais. O seu ensino deve ampliar os recursos comunicativos do estudante sem desvalorizar as variedades que ele já utiliza.

Qual linguagem deve ser usada na redação do ENEM?

O candidato deve utilizar a modalidade escrita formal da Língua Portuguesa, conforme os critérios avaliados na Competência 1.

Conclusão

Estudar variação linguística para o ENEM exige compreender a língua como uma realidade viva, diversa e relacionada à sociedade. Regionalismos, gírias, registros profissionais, marcas históricas e diferenças entre formalidade e informalidade revelam a capacidade da linguagem de adaptar-se aos falantes e às situações.

O candidato deve reconhecer a legitimidade das diferentes variedades, analisar suas funções nos textos e evitar julgamentos preconceituosos. Também precisa compreender que cada contexto possui expectativas próprias e que a norma-padrão continua sendo necessária em situações formais, especialmente na redação.

Ao relacionar linguagem, falante, público, gênero e finalidade, o estudante desenvolve uma leitura mais crítica e aumenta suas chances de acertar questões de variação linguística na prova de Linguagens.

Referências

  • BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São Paulo: Parábola Editorial.
  • BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola Editorial.
  • FARACO, Carlos Alberto. Norma culta brasileira. São Paulo: Parábola Editorial.
  • LABOV, William. Padrões sociolinguísticos. São Paulo: Parábola Editorial.
  • BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Matrizes de Referência do ENEM .
  • BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Provas e gabaritos do ENEM .

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