Erros gramaticais mais comuns em redações e como evitá-los

Os erros gramaticais em redações podem comprometer a clareza das ideias, prejudicar a argumentação e provocar perda de pontos em avaliações escolares, no ENEM, no PAES UEMA, em vestibulares e em concursos públicos.

Uma redação não precisa apresentar palavras difíceis nem períodos excessivamente longos para demonstrar domínio da língua. O mais importante é construir frases claras, estabelecer relações lógicas entre as ideias e empregar adequadamente ortografia, acentuação, concordância, pontuação, regência e crase.

Neste guia, você conhecerá os erros mais frequentes, entenderá por que eles acontecem e aprenderá um método prático para revisar o texto antes da entrega.

Principais erros gramaticais em redações e como evitá-los
Uma revisão organizada ajuda a identificar erros que passam despercebidos durante a escrita.

Por que os erros gramaticais prejudicam a redação?

A correção gramatical não é apenas uma exigência formal. Ela contribui para que o leitor compreenda exatamente o que o autor pretende comunicar.

Erros recorrentes podem prejudicar:

  • a clareza das frases;
  • a conexão entre os argumentos;
  • a precisão das informações;
  • a credibilidade do posicionamento defendido;
  • a fluidez da leitura;
  • o desempenho nos critérios relacionados ao domínio da norma-padrão.

Uma boa redação combina conteúdo relevante, organização das ideias e correção linguística. A gramática deve colaborar para a construção do sentido, e não ser analisada de maneira isolada.

Resumo dos erros mais comuns

Tipo de erro Exemplo inadequado Forma recomendada
Ortografia excessão exceção
Concordância verbal Fazem dois anos. Faz dois anos.
Concordância nominal Medidas necessário. Medidas necessárias.
Pontuação Os estudantes, precisam de apoio. Os estudantes precisam de apoio.
Regência Assistimos o filme. Assistimos ao filme.
Crase Começou à estudar. Começou a estudar.
Emprego dos porquês Não explicou o porque. Não explicou o porquê.
Coesão Estudou muito; portanto, não foi aprovado. Estudou muito; porém, não foi aprovado.
Ambiguidade Ana falou com Carla quando ela chegou. Quando Carla chegou, Ana falou com ela.

1. Erros de ortografia

Os erros ortográficos ocorrem quando uma palavra é escrita em desacordo com a ortografia oficial. Muitas dúvidas surgem porque letras diferentes podem representar sons semelhantes.

Inadequado: excessão, enchergar, previlégio, concerteza.

Recomendado: exceção, enxergar, privilégio, com certeza.

Palavras que costumam causar dúvidas

Forma inadequada Forma correta
excessão exceção
enchergar enxergar
previlégio privilégio
beneficiente beneficente
reinvindicar reivindicar
concerteza com certeza
menas oportunidades menos oportunidades

Atenção: “menos” é uma palavra invariável. Portanto, escreva “menos oportunidades”, “menos pessoas” e “menos dúvidas”.

Como evitar erros ortográficos?

  • consulte o dicionário quando houver dúvida;
  • crie uma lista pessoal de palavras que costuma escrever incorretamente;
  • observe a formação e a família das palavras;
  • evite utilizar um vocábulo cujo significado ou grafia você desconheça;
  • faça uma leitura dedicada exclusivamente à ortografia.

Para aprofundar seus estudos, consulte:

2. Erros de acentuação gráfica

A ausência ou o uso indevido de acentos também constitui erro ortográfico. É importante prestar atenção às palavras oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas e aos hiatos.

Inadequado: A educação é necessaria para o desenvolvimento do país.

Recomendado: A educação é necessária para o desenvolvimento do país.

Exemplos frequentes

  • saúde, e não “saude”;
  • público, e não “publico”, quando se trata do substantivo ou adjetivo;
  • política, e não “politica”, quando se trata do substantivo;
  • possível, e não “possivel”;
  • também, e não “tambem”;
  • país, e não “pais”, quando a palavra se refere a uma nação.

Algumas palavras mudam de significado conforme a acentuação: público, publico e publicou são formas diferentes.

3. Erros de concordância verbal

A concordância verbal estabelece a relação de número e pessoa entre o verbo e o sujeito. Para evitar erros, é necessário localizar o sujeito e identificar seu núcleo.

Inadequado: Os problemas sociais prejudica a população.

Recomendado: Os problemas sociais prejudicam a população.

Cuidado com palavras entre o sujeito e o verbo

A falta de investimentos prejudica a educação.

  • sujeito: a falta de investimentos;
  • núcleo do sujeito: falta;
  • verbo: prejudica, no singular.

A expressão “de investimentos” está no plural, mas não é o núcleo do sujeito. Por isso, o verbo concorda com “falta”.

Verbos impessoais

Os verbos haver, no sentido de existir ou acontecer, e fazer, quando indica tempo transcorrido ou fenômeno meteorológico, permanecem na terceira pessoa do singular.

Inadequado: Haviam muitos problemas no projeto.

Recomendado: Havia muitos problemas no projeto.

Inadequado: Fazem três anos que a medida foi criada.

Recomendado: Faz três anos que a medida foi criada.

Expressões partitivas e coletivas

Em construções como “a maioria dos estudantes”, a concordância no singular destaca o núcleo coletivo. O plural também pode ocorrer quando se deseja enfatizar os indivíduos do grupo.

A maioria dos estudantes participou da atividade.

A maioria dos estudantes participaram da atividade.

Em uma redação formal, a concordância no singular costuma ser uma escolha mais direta quando o núcleo coletivo também está no singular.

4. Erros de concordância nominal

A concordância nominal ocorre entre o substantivo e os artigos, pronomes, numerais e adjetivos relacionados a ele.

Inadequado: Foram apresentadas argumentos consistentes.

Recomendado: Foram apresentados argumentos consistentes.

Casos que exigem atenção

  • As medidas foram necessárias.
  • As estudantes estavam meio preocupadas.
  • bastantes argumentos favoráveis à proposta.
  • Os candidatos estudaram bastante.
  • É necessária a participação da sociedade.

“Meio”, com sentido de “um pouco”, é advérbio e não varia: “meio cansada”, “meio preocupadas”. Já “bastante” varia quando acompanha um substantivo, mas permanece invariável quando modifica verbo, adjetivo ou advérbio.

Para revisar esse assunto, consulte Concordância verbal e nominal: regras e casos especiais.

5. Uso inadequado da vírgula

A vírgula não deve ser utilizada apenas para marcar uma pausa na leitura. Seu emprego depende da estrutura sintática e das relações estabelecidas entre os termos.

Vírgula entre sujeito e verbo

Inadequado: A ausência de políticas públicas, amplia a desigualdade.

Recomendado: A ausência de políticas públicas amplia a desigualdade.

Não se deve separar o sujeito de seu verbo, ainda que o sujeito seja extenso.

Vírgula entre verbo e complemento

Inadequado: A população necessita, de serviços públicos eficientes.

Recomendado: A população necessita de serviços públicos eficientes.

Vírgula em expressões intercaladas

Inadequado: O Estado portanto deve ampliar os investimentos.

Recomendado: O Estado, portanto, deve ampliar os investimentos.

Vírgula em orações explicativas e restritivas

Restritiva: Os estudantes que se prepararam alcançaram bons resultados.

Apenas os estudantes que se prepararam alcançaram bons resultados.

Explicativa: Os estudantes, que se prepararam, alcançaram bons resultados.

A frase apresenta a preparação como uma característica atribuída a todos os estudantes mencionados.

Durante a revisão, procure cada vírgula e tente explicar sua função. Se ela estiver separando sujeito e verbo, verbo e complemento ou nome e complemento, provavelmente deverá ser retirada.

6. Períodos longos e mal organizados

Períodos muito extensos aumentam o risco de problemas de pontuação, concordância, repetição e falta de clareza. O problema não está no tamanho por si só, mas na ausência de organização sintática.

Construção problemática: A educação precisa de investimentos porque existem muitas escolas sem estrutura e os alunos enfrentam dificuldades e os professores não recebem os recursos necessários e isso prejudica o aprendizado.

Construção revisada: A educação precisa de investimentos, pois muitas escolas não possuem estrutura adequada. Além disso, professores e estudantes enfrentam a falta de recursos, situação que prejudica a aprendizagem.

Como melhorar períodos extensos?

  • apresente uma ideia central em cada período;
  • evite acumular várias orações ligadas apenas por “e”;
  • use conectivos que expressem corretamente a relação entre as ideias;
  • divida o período quando houver mudança de foco;
  • confirme se todo pronome possui um referente claro.

7. Erros de regência verbal e nominal

A regência determina a relação entre verbos ou nomes e seus complementos. Alguns termos exigem preposições específicas.

Regência verbal

Inadequado: Os estudantes assistiram o documentário.

Recomendado: Os estudantes assistiram ao documentário.

Inadequado: A população obedeceu as determinações.

Recomendado: A população obedeceu às determinações.

Regência nominal

Inadequado: A medida é favorável com a população.

Recomendado: A medida é favorável à população.

Inadequado: Os estudantes estavam conscientes com os riscos.

Recomendado: Os estudantes estavam conscientes dos riscos.

A regência deve ser observada no contexto. Alguns verbos mudam de sentido e de transitividade conforme a construção empregada.

Para aprofundar esse conteúdo, consulte Regência verbal e nominal.

8. Uso incorreto da crase

A crase ocorre, de modo geral, quando a preposição “a” encontra o artigo feminino “a” ou “as”. Portanto, seu emprego depende da regência do termo anterior e da possibilidade de artigo diante da palavra seguinte.

Casos em que ocorre crase

  • A população tem direito à educação.
  • O projeto foi apresentado à diretora.
  • Os estudantes retornaram à escola.
  • A reunião começará às 14 horas.

Casos em que não ocorre crase

  • Começou a estudar.
  • Entregou o documento a ele.
  • O pagamento será feito a prazo.
  • Os participantes ficaram frente a frente.

Inadequado: O projeto beneficia à população.

Recomendado: O projeto beneficia a população.

O verbo “beneficiar” é transitivo direto nessa construção e, portanto, não exige a preposição “a”. A presença de uma palavra feminina não é suficiente para justificar a crase.

Substitua a palavra feminina por uma masculina. Se surgir “ao”, normalmente haverá crase no feminino:

Vou à escola → Vou ao colégio.

Consulte também: Crase: o que é, quando usar, regras e exemplos.

9. Uso incorreto dos porquês

As formas por que, porque, por quê e porquê possuem empregos diferentes.

Forma Uso principal Exemplo
por que Perguntas diretas ou indiretas Por que a desigualdade aumentou?
porque Resposta, causa ou explicação A desigualdade aumentou porque faltaram investimentos.
por quê No final de pergunta ou antes de pausa Os investimentos diminuíram por quê?
porquê Substantivo, geralmente acompanhado de determinante É necessário compreender o porquê do problema.

Inadequado: É preciso entender porque o problema continua.

Recomendado: É preciso entender por que o problema continua.

10. Confusão entre “há” e “a”

O verbo haver é empregado para indicar tempo transcorrido ou existência. A preposição a pode indicar tempo futuro ou distância.

Tempo passado: A medida foi criada cinco anos.

Tempo futuro: A prova acontecerá daqui a duas semanas.

Distância: A escola fica a três quilômetros do centro.

Evite construções redundantes como “há cinco anos atrás”. Use “há cinco anos” ou “cinco anos atrás”.

11. Ambiguidade e referência pronominal imprecisa

A ambiguidade ocorre quando uma frase permite mais de uma interpretação. Em redações, esse problema aparece frequentemente quando um pronome pode retomar mais de um termo.

Possibilidade 1: Quando Ana chegou à escola, conversou com a professora.

Possibilidade 2: Quando a professora chegou à escola, Ana conversou com ela.

Como evitar ambiguidades?

  • verifique a que termo cada pronome se refere;
  • substitua o pronome pelo substantivo quando necessário;
  • aproxime o pronome de seu referente;
  • reorganize a oração quando houver mais de uma interpretação possível;
  • evite utilizar “isso” sem indicar claramente a informação retomada.

12. Conectivos inadequados e problemas de coesão

Os conectivos estabelecem relações de causa, consequência, oposição, conclusão, condição e finalidade. Escolher um conectivo apenas para evitar repetição pode produzir uma relação de sentido inadequada.

Inadequado: Estudou durante todo o ano; portanto, não foi aprovado.

Recomendado: Estudou durante todo o ano; porém, não foi aprovado.

“Portanto” indica conclusão ou consequência. “Porém” estabelece oposição e, por isso, é mais adequado ao sentido pretendido.

Relações importantes

Relação Conectivos
Adição além disso, também, bem como
Oposição porém, contudo, entretanto, todavia
Causa porque, visto que, uma vez que
Consequência por isso, consequentemente, de modo que
Conclusão portanto, logo, desse modo
Finalidade para que, a fim de que, com o objetivo de

Para aprofundar esse assunto, consulte Conectivos e relações de sentido.

13. Repetições excessivas e vocabulário impreciso

A repetição não é sempre um erro. Termos centrais podem ser retomados para manter a precisão. O problema surge quando uma palavra aparece diversas vezes sem necessidade ou quando expressões genéricas enfraquecem a argumentação.

Repetitivo: A educação é importante porque a educação transforma a sociedade e a educação cria oportunidades.

Revisado: A educação é importante porque transforma a sociedade e amplia as oportunidades da população.

Evite expressões excessivamente vagas

  • “coisa”;
  • “negócio”;
  • “um monte de”;
  • “hoje em dia”, quando não acrescenta precisão temporal;
  • “desde os primórdios”, sem contextualização histórica;
  • “a sociedade precisa se conscientizar”, sem explicar quem deve agir e como.

Substitua palavras vagas por termos específicos. Em vez de “o governo deve fazer alguma coisa”, indique a medida necessária, o agente responsável e a finalidade da ação.

14. Marcas de oralidade e informalidade excessiva

A redação formal exige adequação à norma-padrão. Gírias, abreviações digitais e marcas de conversa espontânea devem ser evitadas quando não tiverem função argumentativa.

Evite Alternativa formal
pra para
está
vc você
um monte de problemas diversos problemas
tipo assim retirar ou substituir por uma explicação objetiva
a galera a população, os jovens ou o grupo mencionado

Adequação formal não significa usar palavras rebuscadas. Prefira vocabulário preciso, construções naturais e frases que você consiga controlar gramaticalmente.

Como revisar a redação antes da entrega

Revisar não significa apenas reler rapidamente. O ideal é realizar leituras com objetivos diferentes, pois tentar encontrar todos os problemas ao mesmo tempo reduz a eficiência da revisão.

Primeira leitura: sentido e argumentação

  • A tese está clara?
  • Os argumentos realmente defendem a tese?
  • Há contradições?
  • Os exemplos estão relacionados ao tema?
  • As ideias progridem ao longo do texto?

Segunda leitura: estrutura dos parágrafos

  • Cada parágrafo possui uma ideia central?
  • Os períodos estão bem conectados?
  • Há frases muito extensas?
  • Os conectivos expressam a relação correta?
  • Existem repetições desnecessárias?

Terceira leitura: gramática

  • Os verbos concordam com o núcleo do sujeito?
  • Artigos, substantivos e adjetivos estão em concordância?
  • Há vírgula entre sujeito e verbo?
  • As preposições estão adequadas à regência?
  • O emprego da crase foi verificado?
  • As palavras estão grafadas e acentuadas corretamente?

Quarta leitura: apresentação final

  • A letra está legível?
  • Há rasuras que dificultam a leitura?
  • Os parágrafos estão claramente delimitados?
  • O título foi empregado apenas quando solicitado ou permitido?
  • O texto respeita o limite estabelecido pela prova?

Roteiro de revisão:

Sentido → parágrafos → coesão → concordância → pontuação → regência → crase → ortografia.

Checklist rápido para a revisão

  • Minha tese está claramente apresentada?
  • Cada parágrafo desenvolve uma ideia central?
  • Os conectivos correspondem às relações de sentido?
  • Eliminei períodos confusos ou excessivamente longos?
  • Identifiquei o sujeito dos principais verbos?
  • Revisei a concordância verbal e nominal?
  • Evitei separar sujeito e verbo por vírgula?
  • Conferi as preposições exigidas por verbos e nomes?
  • Verifiquei os casos de crase?
  • Corrigi ortografia e acentuação?
  • Eliminei abreviações, gírias e expressões vagas?
  • Confirmei os referentes dos pronomes?

Dicas para ENEM, PAES UEMA e vestibulares

  • reserve alguns minutos para a revisão final;
  • prefira construções claras a períodos excessivamente complexos;
  • não utilize palavras apenas para demonstrar erudição;
  • mantenha uma lista dos erros que aparecem com frequência em seus textos;
  • reescreva trechos problemáticos de redações anteriores;
  • estude gramática a partir dos erros observados em sua própria escrita;
  • pratique a produção textual dentro do tempo disponível na prova;
  • consulte o edital e os critérios específicos da banca avaliadora.

O objetivo da revisão não é transformar o texto inteiro nos minutos finais. A prioridade deve ser corrigir erros que prejudiquem a clareza, a estrutura sintática e a compreensão dos argumentos.

Quiz — Erros gramaticais em redações

Questão 1 — Assinale a alternativa escrita corretamente:






Questão 2 — Qual frase apresenta concordância verbal adequada?






Questão 3 — Em qual alternativa a concordância nominal está correta?






Questão 4 — Assinale a frase corretamente pontuada:






Questão 5 — Qual alternativa apresenta regência adequada à norma-padrão?






Questão 6 — Em qual frase a crase foi empregada corretamente?






Questão 7 — Complete corretamente: “É necessário compreender ___ o problema continua e explicar o ___ dessa permanência.”






Questão 8 — Assinale a alternativa correta:






Questão 9 — Qual reescrita elimina a ambiguidade de “Ana conversou com a professora quando ela chegou”?






Questão 10 — Qual conectivo completa adequadamente a frase “O candidato apresentou bons argumentos; ___, cometeu muitos erros gramaticais”?






Resumo sobre os erros gramaticais em redações

  • Erros gramaticais podem prejudicar a clareza e a nota da redação.
  • Ortografia e acentuação devem ser verificadas em uma leitura específica.
  • O verbo deve concordar com o núcleo do sujeito.
  • Não se deve separar sujeito e verbo por vírgula.
  • A regência determina as preposições exigidas por verbos e nomes.
  • A crase depende da presença da preposição “a” e de outro “a”.
  • Pronomes devem apresentar referentes claramente identificáveis.
  • Conectivos precisam corresponder à relação lógica pretendida.
  • Frases claras são mais eficientes do que construções artificialmente rebuscadas.
  • A revisão deve ser realizada em etapas.

Conclusão

Evitar os erros gramaticais mais comuns em redações exige prática, leitura e revisão sistemática. Mais do que decorar regras isoladas, o estudante precisa compreender como os elementos gramaticais contribuem para organizar as ideias e produzir sentidos claros.

Uma estratégia eficiente consiste em observar os erros que se repetem nas próprias redações e criar uma rotina de estudo direcionada. Quem costuma errar concordância, por exemplo, deve priorizar a identificação do sujeito e de seu núcleo; quem apresenta dificuldades com a crase deve revisar a regência e a presença do artigo feminino.

Com planejamento e prática constante, a correção linguística deixa de ser apenas uma exigência da prova e passa a funcionar como uma ferramenta para construir argumentos mais precisos, coerentes e convincentes.

Perguntas frequentes sobre erros gramaticais em redações

Quais são os erros mais comuns em redações?

Entre os mais frequentes estão problemas de ortografia, acentuação, concordância, pontuação, regência, crase, coesão, ambiguidade e inadequação vocabular.

Um erro gramatical sempre provoca perda de pontos?

Isso depende dos critérios da banca, da natureza do erro e de sua recorrência. Desvios frequentes ou capazes de prejudicar a compreensão tendem a causar impacto maior.

Como evitar erros de concordância verbal?

Localize o sujeito, identifique seu núcleo e verifique se o verbo concorda com ele em número e pessoa.

Posso colocar vírgula sempre que houver uma pausa?

Não. O emprego da vírgula depende da estrutura sintática. Ela não deve separar, por exemplo, o sujeito do verbo nem o verbo de seu complemento.

Como saber se uma palavra recebe crase?

Verifique se o termo anterior exige a preposição “a” e se a palavra seguinte admite o artigo feminino “a” ou “as”.

Por que períodos muito longos são perigosos?

Eles aumentam o risco de problemas de pontuação, concordância, repetição, ambiguidade e perda da ideia principal.

É errado repetir palavras em uma redação?

Nem sempre. A repetição pode preservar a precisão de um conceito. Ela se torna problemática quando é excessiva, desnecessária ou prejudica a fluidez.

Posso utilizar linguagem informal na redação?

Em redações formais, gírias, abreviações digitais e marcas de oralidade devem ser evitadas, salvo quando aparecem em citações ou exemplos relevantes para a argumentação.

Qual é a melhor forma de revisar uma redação?

Faça leituras separadas para avaliar sentido, organização dos parágrafos, coesão, concordância, pontuação, regência, crase, ortografia e apresentação.

Como diminuir os erros com a prática?

Mantenha um registro dos desvios apontados nas correções, estude as regras relacionadas e reescreva os trechos problemáticos.

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Referências bibliográficas

  • BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
  • CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa.
  • CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
  • KOCH, Ingedore Villaça. A coesão textual.
  • ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática Normativa da Língua Portuguesa.

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