Orações Coordenadas e Subordinadas: como reconhecer e classificar
As orações coordenadas e subordinadas fazem parte da sintaxe do período composto. Compreender a diferença entre elas permite analisar frases complexas, interpretar relações de sentido e empregar adequadamente conjunções e sinais de pontuação.
A principal diferença está na relação sintática: as orações coordenadas não exercem função sintática umas em relação às outras, enquanto as subordinadas desempenham uma função dentro da oração principal.
Neste guia, você aprenderá a identificar os verbos, separar as orações, reconhecer casos de coordenação e subordinação e classificar seus diferentes tipos por meio de exemplos comentados e exercícios.
O que é oração?
A oração é um enunciado organizado em torno de um verbo ou de uma locução verbal. Para identificar quantas orações existem em um período, é necessário localizar seus núcleos verbais.
Os estudantes revisaram o conteúdo.
Há uma forma verbal, “revisaram”, e apenas uma oração.
Os estudantes revisaram o conteúdo e resolveram os exercícios.
Há duas formas verbais que estruturam duas orações:
- Os estudantes revisaram o conteúdo;
- resolveram os exercícios.
Locução verbal corresponde a uma oração
Quando dois ou mais verbos funcionam juntos para expressar uma única ação, formam uma locução verbal e estruturam apenas uma oração.
Uma oração: Os candidatos haviam estudado o conteúdo.
Duas orações: Os candidatos estudaram e resolveram as questões.
Não basta contar visualmente todos os verbos. Primeiro, verifique se algum deles funciona como auxiliar de uma locução verbal.
O que é período simples e período composto?
O período é um enunciado de sentido completo encerrado por uma pontuação final.
- Período simples: apresenta uma oração.
- Período composto: apresenta duas ou mais orações.
Período simples: A professora explicou o conteúdo.
Período composto: A professora explicou o conteúdo, e os estudantes fizeram perguntas.
Como as orações formam o período composto?
As orações de um período composto podem relacionar-se por:
- coordenação;
- subordinação;
- coordenação e subordinação no mesmo período.
Coordenação: oração independente + oração independente.
Subordinação: oração principal + oração que exerce função sintática.
Período misto: coordenação e subordinação combinadas.
Diferença entre oração coordenada e subordinada
| Critério | Oração coordenada | Oração subordinada |
|---|---|---|
| Relação sintática | Não exerce função sintática em outra oração. | Exerce uma função em relação à oração principal. |
| Ligação frequente | Conjunção coordenativa ou pontuação. | Conjunção subordinativa, conjunção integrante ou pronome relativo. |
| Classificações principais | Assindética ou sindética. | Substantiva, adjetiva ou adverbial. |
| Exemplo | Estudou e foi aprovado. | Espero que seja aprovado. |
Coordenação: O candidato estudou e foi aprovado.
Subordinação: O candidato esperava que fosse aprovado.
Em “e foi aprovado”, a segunda oração não funciona como sujeito, objeto ou complemento da primeira. Em “que fosse aprovado”, a oração completa diretamente o verbo “esperava”.
A diferença não deve ser baseada apenas na ideia de “sentido completo”. Algumas orações coordenadas dependem do contexto para serem compreendidas. O critério principal é a função sintática.
O que são orações coordenadas?
As orações coordenadas apresentam independência sintática. Isso significa que uma não exerce função de sujeito, objeto, complemento, predicativo ou adjunto da outra.
O estudante leu o texto e respondeu às questões.
- Primeira oração: O estudante leu o texto.
- Segunda oração: e respondeu às questões.
As orações coordenadas podem ser assindéticas ou sindéticas.
Orações coordenadas assindéticas
As orações coordenadas assindéticas não são introduzidas por conjunção. A ligação é realizada principalmente pela pontuação e pela sequência de sentidos.
Cheguei, organizei os materiais, iniciei a aula.
- Cheguei;
- organizei os materiais;
- iniciei a aula.
As três orações são coordenadas assindéticas porque não existe conjunção ligando-as.
Outros exemplos
- O sinal tocou, os estudantes entraram.
- Leu o texto; identificou a tese.
- A noite chegou, as ruas ficaram silenciosas.
- Pensou durante alguns minutos, tomou uma decisão.
Mesmo sem uma conjunção explícita, as orações assindéticas podem estabelecer relações de sequência, causa, consequência, explicação ou oposição. O sentido deve ser analisado no contexto.
Orações coordenadas sindéticas
As orações coordenadas sindéticas são introduzidas por conjunções coordenativas. Conforme a relação de sentido, classificam-se como:
- aditivas;
- adversativas;
- alternativas;
- conclusivas;
- explicativas.
Em um período como “Estudei e fui aprovado”, a primeira oração é coordenada assindética, enquanto a segunda é coordenada sindética aditiva, pois é introduzida pela conjunção “e”.
Oração coordenada sindética aditiva
A oração coordenada sindética aditiva acrescenta uma informação à anterior.
Conjunções frequentes: e, nem, mas também, como também, bem como.
O estudante leu o texto e respondeu às questões.
Não apresentou os documentos nem justificou a ausência.
Relação principal: soma ou acréscimo.
Oração coordenada sindética adversativa
A oração coordenada sindética adversativa apresenta oposição, contraste, ressalva ou limitação.
Conjunções frequentes: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.
O estudante conhecia o conteúdo, mas não interpretou corretamente a questão.
Adição: O estudante leu o texto e fez anotações.
Oposição: O estudante leu o texto, mas não o compreendeu.
Oração coordenada sindética alternativa
A oração coordenada sindética alternativa expressa alternância, escolha, possibilidade ou exclusão.
Conjunções frequentes: ou, ou... ou, ora... ora, quer... quer, seja... seja.
Ou você apresenta o documento, ou a inscrição será indeferida.
Ora concordava com a proposta, ora apresentava novas objeções.
Oração coordenada sindética conclusiva
A oração coordenada sindética conclusiva apresenta uma conclusão, dedução ou resultado lógico baseado na oração anterior.
Conjunções frequentes: portanto, logo, assim, então, por isso, pois.
O prazo terminou; portanto, novas inscrições não serão aceitas.
Todos os documentos estavam corretos; a inscrição foi, pois, confirmada.
Quando possui valor conclusivo e equivale a “portanto”, a conjunção “pois” costuma aparecer deslocada e isolada por vírgulas.
Oração coordenada sindética explicativa
A oração coordenada sindética explicativa apresenta uma justificativa para uma afirmação, conselho, pedido ou ordem.
Conjunções frequentes: porque, que, pois.
Revise o texto, pois alguns erros podem ter passado despercebidos.
Não faça barulho, porque os estudantes estão realizando a prova.
Oração explicativa e oração causal
Na classificação tradicional, a oração coordenada explicativa justifica uma afirmação, ordem ou conselho. A subordinada causal apresenta o motivo de um acontecimento.
Explicativa: Feche a janela, porque está chovendo.
Causal: A rua ficou alagada porque choveu intensamente.
No primeiro exemplo, a chuva justifica a ordem de fechar a janela. No segundo, a chuva é apresentada como causa do alagamento.
Pontuação das orações coordenadas
Antes de conjunção adversativa
Emprega-se normalmente a vírgula antes de conjunções adversativas.
Inadequado: O candidato estudou mas não conseguiu concluir a prova.
Recomendado: O candidato estudou, mas não conseguiu concluir a prova.
Antes da conjunção “e”
Normalmente, não se emprega vírgula antes de “e” quando as orações possuem o mesmo sujeito.
O estudante leu o texto e respondeu às questões.
A vírgula pode aparecer, entre outras situações, quando as orações possuem sujeitos diferentes ou quando se pretende destacar uma relação específica.
O professor terminou a explicação, e os estudantes iniciaram a atividade.
Conjunções deslocadas
Conjunções como “porém”, “contudo”, “entretanto” e “portanto” podem aparecer deslocadas e, nesse caso, devem ser isoladas.
O projeto, entretanto, não recebeu os recursos necessários.
A documentação estava correta; a inscrição foi, portanto, confirmada.
O que são orações subordinadas?
As orações subordinadas exercem uma função sintática em relação à oração principal. Elas podem funcionar como substantivo, adjetivo ou advérbio.
O professor afirmou que a prova seria adiada.
- Oração principal: O professor afirmou.
- Oração subordinada: que a prova seria adiada.
A oração subordinada completa o verbo “afirmou” e funciona como objeto direto.
A expressão “oração principal” não significa que ela sempre apresenta sentido completo quando isolada. Em muitas construções, seu verbo ou nome exige justamente o conteúdo apresentado pela subordinada.
Tipos de orações subordinadas
As orações subordinadas são divididas em três grupos:
- substantivas: exercem funções próprias de substantivos;
- adjetivas: caracterizam ou especificam um substantivo ou pronome;
- adverbiais: acrescentam circunstâncias à oração principal.
Substantiva → pode ser substituída por “isso”.
Adjetiva → retoma e caracteriza um antecedente.
Adverbial → indica circunstância ou relação de sentido.
Orações subordinadas substantivas
As orações subordinadas substantivas desempenham funções sintáticas normalmente exercidas por substantivos. Em muitos casos, são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se.
Como identificar?
Uma técnica eficiente consiste em substituir toda a oração pelo pronome “isso”.
Período original: O professor afirmou que a prova seria difícil.
Substituição: O professor afirmou isso.
Como a substituição preserva a estrutura sintática, “que a prova seria difícil” é uma oração subordinada substantiva.
Subordinada substantiva subjetiva
Exerce a função de sujeito da oração principal.
É necessário que todos participem.
Substituição: Isso é necessário.
Subordinada substantiva objetiva direta
Exerce a função de objeto direto de um verbo da oração principal.
Espero que você participe.
Substituição: Espero isso.
Subordinada substantiva objetiva indireta
Exerce a função de objeto indireto de um verbo da oração principal.
Duvido de que ele conheça o resultado.
Substituição: Duvido disso.
Subordinada substantiva completiva nominal
Completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio presente na oração principal.
Tenho certeza de que ele participará.
A oração completa o substantivo “certeza”.
Subordinada substantiva predicativa
Exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal.
A verdade é que o prazo terminou.
Subordinada substantiva apositiva
Exerce a função de aposto e explica um termo anterior.
Desejo apenas uma coisa: que todos sejam respeitados.
Objetiva indireta e completiva nominal
As duas classificações podem ser introduzidas por preposição. Para diferenciá-las, é necessário identificar qual palavra exige o complemento.
Objetiva indireta: Duvido de que ele participe. A oração completa o verbo “duvido”.
Completiva nominal: Tenho dúvida de que ele participe. A oração completa o substantivo “dúvida”.
Orações subordinadas adjetivas
As orações subordinadas adjetivas caracterizam, especificam ou explicam um substantivo ou pronome da oração principal, chamado de antecedente.
Geralmente, são introduzidas por pronomes relativos, como:
- que;
- quem;
- o qual, a qual, os quais, as quais;
- cujo, cuja, cujos, cujas;
- onde;
- quanto e suas variações.
O livro que comprei apresenta bons exercícios.
- Antecedente: o livro;
- Pronome relativo: que;
- Oração subordinada adjetiva: que comprei.
Oração subordinada adjetiva restritiva
A oração subordinada adjetiva restritiva limita ou especifica o sentido do antecedente. Não deve ser separada por vírgulas.
Os estudantes que revisaram o conteúdo tiveram bom desempenho.
A oração restringe o grupo: apenas os estudantes que revisaram o conteúdo tiveram bom desempenho.
Oração subordinada adjetiva explicativa
A oração subordinada adjetiva explicativa acrescenta uma informação sobre um antecedente já suficientemente identificado. Deve ser isolada por vírgulas.
Machado de Assis, que escreveu Dom Casmurro, é um dos principais autores brasileiros.
Como a vírgula altera o sentido das orações adjetivas?
Restritiva: Os candidatos que estudaram foram aprovados.
Apenas os candidatos que estudaram foram aprovados.
Explicativa: Os candidatos, que estudaram, foram aprovados.
A construção apresenta o estudo como uma característica atribuída a todos os candidatos mencionados.
Nas orações adjetivas, a vírgula não representa apenas uma pausa. Sua presença ou ausência modifica a extensão do grupo ao qual a informação se aplica.
Conjunção integrante e pronome relativo
A palavra “que” pode introduzir uma oração substantiva ou uma oração adjetiva. Para diferenciá-las, observe se existe um antecedente retomado.
Conjunção integrante: Espero que você participe. O “que” não retoma um antecedente.
Pronome relativo: O estudante que participou foi aprovado. O “que” retoma “estudante”.
Orações subordinadas adverbiais
As orações subordinadas adverbiais acrescentam uma circunstância ou estabelecem uma relação de sentido com a oração principal.
A gramática tradicional reconhece nove classificações principais.
Subordinada adverbial causal
Apresenta a causa ou o motivo do fato expresso na oração principal.
Como estava chovendo, o evento foi adiado.
Conjunções frequentes: porque, como, já que, visto que, uma vez que.
Subordinada adverbial consecutiva
Apresenta a consequência ou o resultado do fato expresso na oração principal.
O candidato falou tão rapidamente que não foi compreendido.
Estruturas frequentes: tão... que, tanto... que, tamanho... que, de modo que.
Subordinada adverbial comparativa
Estabelece uma comparação com a oração principal.
O candidato respondeu melhor do que esperávamos.
Conjunções frequentes: como, assim como, mais... que, menos... que, tanto quanto.
Subordinada adverbial concessiva
Apresenta um fato que poderia impedir a realização da oração principal, mas não a impede.
Embora estivesse cansado, continuou estudando.
Conjunções frequentes: embora, ainda que, mesmo que, conquanto.
Subordinada adverbial condicional
Apresenta uma condição ou hipótese necessária para a realização da oração principal.
Se você revisar o conteúdo, terá mais segurança.
Conjunções frequentes: se, caso, contanto que, desde que, salvo se.
Subordinada adverbial conformativa
Indica conformidade ou acordo com uma informação, orientação ou referência.
A atividade foi realizada conforme a professora explicou.
Conjunções frequentes: conforme, segundo, consoante, como.
Subordinada adverbial final
Indica a finalidade ou o objetivo do fato expresso na oração principal.
O estudante revisou o texto para que pudesse corrigir os erros.
Conjunções frequentes: para que, a fim de que.
Subordinada adverbial proporcional
Estabelece uma relação de proporção entre dois acontecimentos.
À medida que praticava, o estudante escrevia com mais segurança.
Conjunções frequentes: à medida que, à proporção que, quanto mais, quanto menos.
Subordinada adverbial temporal
Indica o momento em que ocorre o fato da oração principal.
Quando a prova terminou, os candidatos deixaram a sala.
Conjunções frequentes: quando, enquanto, assim que, logo que, depois que.
Resumo das orações subordinadas adverbiais
| Tipo | Relação | Exemplo resumido |
|---|---|---|
| Causal | Causa | Como choveu, o evento foi adiado. |
| Consecutiva | Consequência | Choveu tanto que a rua alagou. |
| Comparativa | Comparação | Respondeu melhor do que esperávamos. |
| Concessiva | Concessão | Embora chovesse, o evento continuou. |
| Condicional | Condição | Se chover, o evento será adiado. |
| Conformativa | Conformidade | Fez conforme orientaram. |
| Final | Finalidade | Estudou para que fosse aprovado. |
| Proporcional | Proporção | Quanto mais estuda, mais aprende. |
| Temporal | Tempo | Quando chegou, a aula começou. |
Oração adversativa e oração concessiva
A adversidade e a concessão expressam contraste, mas pertencem a estruturas sintáticas diferentes.
Coordenada adversativa: Estudou bastante, mas não foi aprovado.
Subordinada concessiva: Embora tenha estudado bastante, não foi aprovado.
Na primeira frase, as orações são coordenadas. Na segunda, “embora tenha estudado bastante” estabelece uma circunstância concessiva em relação à oração principal.
Oração conclusiva e oração consecutiva
Coordenada conclusiva: Todos os documentos estavam corretos; portanto, a inscrição foi aceita.
Subordinada consecutiva: A documentação estava tão organizada que a análise foi concluída rapidamente.
A conclusiva apresenta uma dedução lógica. A consecutiva apresenta o resultado da intensidade ou do fato expresso na oração principal.
Orações subordinadas reduzidas
As orações subordinadas também podem aparecer sem conjunção e com o verbo em uma forma nominal: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Reduzida de infinitivo
É necessário revisar o texto.
“Revisar o texto” é uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
Reduzida de gerúndio
Estudando com regularidade, você terá mais segurança.
A oração reduzida pode ser desenvolvida como “Se estudar com regularidade”.
Reduzida de particípio
Concluída a prova, os candidatos deixaram a sala.
A oração reduzida pode ser desenvolvida como “Quando a prova foi concluída”.
Período composto por coordenação e subordinação
Um mesmo período pode apresentar orações coordenadas e subordinadas.
Quando a aula terminou, os estudantes guardaram os materiais e deixaram a sala.
- Quando a aula terminou: oração subordinada adverbial temporal.
- os estudantes guardaram os materiais: oração principal.
- e deixaram a sala: oração coordenada sindética aditiva.
Em períodos extensos, não tente classificar todas as orações ao mesmo tempo. Primeiro identifique os verbos, depois separe as estruturas e analise cada relação.
Pontuação das orações subordinadas
Orações adverbiais deslocadas
Quando a oração subordinada adverbial aparece antes da principal, deve ser separada por vírgula.
Ordem direta: Os candidatos saíram quando a prova terminou.
Oração deslocada: Quando a prova terminou, os candidatos saíram.
Orações substantivas
Em regra, não se separa por vírgula uma oração substantiva que exerce função de sujeito, objeto ou complemento.
Inadequado: O professor afirmou, que a prova seria adiada.
Recomendado: O professor afirmou que a prova seria adiada.
Orações adjetivas
A pontuação depende da intenção: as restritivas não recebem vírgulas; as explicativas devem ser isoladas.
Para aprofundar esse assunto, consulte Vírgula: regras de uso, quando usar e exemplos.
Como reconhecer e classificar as orações?
- Localize os verbos e as locuções verbais: identifique quantas orações existem.
- Separe as orações: observe conectivos, pronomes relativos e sinais de pontuação.
- Verifique a relação sintática: descubra se uma oração exerce função dentro da outra.
- Se houver independência sintática: analise se a oração é coordenada assindética ou sindética.
- Se houver dependência sintática: verifique se a oração funciona como substantivo, adjetivo ou advérbio.
- Analise o conectivo no contexto: uma mesma palavra pode estabelecer sentidos diferentes.
- Confirme a pontuação: observe se ela está adequada à classificação e à posição da oração.
Testes práticos:
- Substituição por “isso” → oração substantiva.
- Presença de antecedente retomado → oração adjetiva.
- Indicação de causa, tempo ou condição → oração adverbial.
- Independência sintática → oração coordenada.
Erros comuns na classificação das orações
Classificar apenas pela conjunção
Uma mesma palavra pode assumir funções diferentes. A classificação deve considerar a estrutura e o sentido.
Conjunção integrante: Não sei se ele participará.
Conjunção condicional: Se ele participar, apresentará o projeto.
Considerar toda oração com “que” como substantiva
Substantiva: Espero que você participe.
Adjetiva: O estudante que participou foi aprovado.
Confundir explicação com causa
Observe se a oração apresenta o motivo de um fato ou apenas justifica uma ordem, conselho ou afirmação.
Ignorar a pontuação das orações adjetivas
A presença das vírgulas transforma uma oração restritiva em explicativa e pode modificar significativamente o sentido do período.
Classificar a oração antes de encontrar sua função
Nas subordinadas substantivas, a classificação depende da função sintática. Primeiro descubra se a oração funciona como sujeito, objeto, complemento, predicativo ou aposto.
Como esse conteúdo aparece nas provas?
No ENEM, no PAES UEMA, em vestibulares e concursos, as questões podem exigir:
- identificação das orações de um período composto;
- reconhecimento de coordenação e subordinação;
- classificação das orações coordenadas sindéticas;
- identificação da função de uma oração substantiva;
- distinção entre adjetivas restritivas e explicativas;
- análise das relações de sentido das orações adverbiais;
- substituição de conectivos sem alteração do sentido;
- análise do emprego da vírgula;
- reescrita de períodos mantendo a correção gramatical;
- interpretação dos efeitos de sentido produzidos pelas orações.
Quiz — Orações coordenadas e subordinadas
Questão 1 — Quantas orações existem em “Os estudantes haviam revisado o conteúdo e resolveram as questões”?
Questão 2 — Em “O candidato leu o texto e respondeu às questões”, a oração introduzida por “e” é:
Questão 3 — Em “Cheguei, observei, compreendi”, as orações são:
Questão 4 — Classifique a oração destacada em “É fundamental que todos participem”:
Questão 5 — Em “O livro que comprei apresenta bons exercícios”, a oração destacada é:
Questão 6 — Qual afirmação está correta sobre “Os candidatos, que estudaram, foram aprovados”?
Questão 7 — Em “Embora estivesse cansado, continuou estudando”, a oração destacada é:
Questão 8 — Na classificação tradicional, a oração introduzida por “porque” em “Feche a porta, porque está frio” é:
Questão 9 — Em “O palestrante falou tanto que ficou rouco”, a oração destacada é:
Questão 10 — Analise: “Quando a aula terminou, os estudantes guardaram os materiais e deixaram a sala.” A classificação correta é:
Resumo sobre orações coordenadas e subordinadas
- Período composto é formado por duas ou mais orações.
- Locução verbal normalmente estrutura apenas uma oração.
- Orações coordenadas apresentam independência sintática.
- Coordenadas assindéticas não são introduzidas por conjunção.
- Coordenadas sindéticas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.
- Orações subordinadas exercem função em relação à oração principal.
- As subordinadas podem ser substantivas, adjetivas ou adverbiais.
- As substantivas podem ser substituídas pelo pronome “isso”.
- As adjetivas retomam e caracterizam um antecedente.
- As adverbiais expressam circunstâncias e relações de sentido.
- A classificação depende da função sintática e do contexto.
- A pontuação pode alterar a classificação e o sentido das orações.
Conclusão
A diferença entre orações coordenadas e subordinadas está principalmente na relação sintática estabelecida dentro do período composto. As coordenadas não exercem função umas em relação às outras; as subordinadas funcionam como termos da oração principal.
Para realizar a classificação corretamente, localize os verbos, separe as orações e verifique se existe independência ou dependência sintática. Depois, analise a função exercida e a relação de sentido estabelecida pelo conectivo.
Mais importante do que memorizar listas de conjunções é compreender a organização do período. Uma mesma palavra pode assumir funções diferentes, e somente a análise do contexto permite determinar a classificação adequada.
Perguntas frequentes sobre orações coordenadas e subordinadas
O que é um período composto?
É um período formado por duas ou mais orações, organizadas em torno de dois ou mais núcleos verbais.
Qual é a diferença entre oração coordenada e subordinada?
A coordenada possui independência sintática. A subordinada exerce uma função sintática em relação à oração principal.
Quais são os tipos de orações coordenadas?
As orações coordenadas podem ser assindéticas ou sindéticas. As sindéticas classificam-se como aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
O que é uma oração coordenada assindética?
É uma oração coordenada que não é introduzida por conjunção.
O que é uma oração coordenada sindética?
É uma oração coordenada introduzida por uma conjunção coordenativa.
Quais são os tipos de orações subordinadas?
As orações subordinadas dividem-se em substantivas, adjetivas e adverbiais.
Como identificar uma oração subordinada substantiva?
Substitua a oração pelo pronome “isso” e verifique qual função sintática ela exerce.
Qual é a diferença entre oração adjetiva restritiva e explicativa?
A restritiva limita o sentido do antecedente e não recebe vírgulas. A explicativa acrescenta uma informação e deve ser isolada por vírgulas.
Quantos tipos de orações subordinadas adverbiais existem?
A classificação tradicional apresenta nove tipos: causal, consecutiva, comparativa, concessiva, condicional, conformativa, final, proporcional e temporal.
A palavra “que” sempre introduz uma oração substantiva?
Não. Ela pode funcionar como conjunção integrante ou pronome relativo, entre outras possibilidades.
Um período pode apresentar coordenação e subordinação?
Sim. Períodos mais complexos podem combinar orações coordenadas e subordinadas.
Esse conteúdo é cobrado no ENEM e no PAES UEMA?
Sim. As provas podem explorar classificação, pontuação, relações de sentido, reescrita e efeitos produzidos pelas orações.
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- Conteúdos de Gramática — página 2
- Conteúdos de Gramática — página 3
Referências bibliográficas
- BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa.
- CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática da Língua Portuguesa.
- CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo.
- ROCHA LIMA, Carlos Henrique da. Gramática Normativa da Língua Portuguesa.
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